
Após mais de uma década marcada por retração e reestruturação, a Odebrecht Engenharia & Construção volta a fechar contratos bilionários e registra o melhor desempenho desde a Operação Lava Jato. Com dívidas drasticamente reduzidas e uma estrutura mais enxuta, a companhia afirma ter retomado o crescimento com foco em eficiência operacional, governança corporativa e resultados.
Em São Paulo, a construtora foi escolhida para executar a extensão da Linha 5-Lilás do metrô, em um contrato estimado em R$ 4,5 bilhões, em parceria com a empresa chinesa Yellow River. O projeto é considerado estratégico para a mobilidade urbana da capital paulista e marca a volta da Odebrecht a grandes obras de infraestrutura no país.
Além disso, a empresa apresentou a proposta mais competitiva para dois lotes da futura Linha 19-Celeste do metrô de São Paulo, liderando um consórcio formado pela Álya e pela italiana Ghella. Caso os contratos sejam confirmados, os projetos podem alcançar R$ 13,6 bilhões, com início das obras previsto a partir de 2027. O cenário, no entanto, é de concorrência mais acirrada e margens de lucro mais apertadas do que no passado.
Com a possível confirmação desses empreendimentos, o backlog da Odebrecht deve crescer cerca de R$ 14 bilhões em 2025, trazendo maior previsibilidade de caixa após anos de retração. A empresa também passou por mudanças estruturais importantes: a família Odebrecht se afastou da operação, a dependência de financiamentos públicos foi reduzida e parte significativa da receita continua vindo de contratos no exterior.
Sem o mesmo apetite por crédito público e com menos espaço para relações políticas, a Odebrecht volta a disputar grandes contratos em um ambiente mais competitivo, apostando em uma nova fase marcada por governança, disciplina financeira e foco em projetos com maior retorno.
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