
A liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, passou a gerar impactos em outras instituições financeiras, entre elas o Digimais, banco ligado ao religioso Edir Macedo. A instituição já enfrentava dificuldades financeiras antes mesmo do colapso do Master.
Relatórios de 2024 e 2025 apontaram aumento significativo da inadimplência no Digimais após a pandemia, o que comprometeu seu patrimônio e exigiu aportes frequentes para evitar uma quebra técnica. Os recursos, segundo apurações, partiram do próprio Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Rede Record.
Em 2025, o banco passou por um processo de reestruturação acompanhado pelo Banco Central, incluindo negociações para uma possível venda. O investidor Maurício Quadrado, ex-sócio do Banco Master, chegou a anunciar a compra da instituição, mas o negócio não foi concretizado.
Outro interessado foi o empresário Tércio Borlenghi Jr., fundador e controlador da Ambipar, cuja proposta chegou a ser analisada pelo BC. A negociação, no entanto, não avançou e foi interrompida pouco antes de a Ambipar entrar com pedido de recuperação judicial, em outubro de 2025.
A Ambipar, por sua vez, é alvo de uma investigação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que apura possível atuação conjunta entre seu controlador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de outros investidores, para inflar artificialmente o patrimônio da empresa.
O caso evidencia os desdobramentos da liquidação do Master e acende um alerta sobre a situação de instituições financeiras que já vinham operando sob forte pressão econômica e regulatória.
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