
Três técnicos de enfermagem foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta segunda-feira (19), suspeitos de envolvimento na morte de três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. A motivação dos crimes ainda está sendo apurada, e a investigação segue em andamento.
Os suspeitos foram identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22, e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos. De acordo com a polícia, Marcos Vinícius é apontado como o principal responsável pelas mortes. Ele é investigado por administrar medicamentos em doses excessivas, fora dos protocolos médicos, com a intenção de provocar o óbito dos pacientes. Em um dos casos, como a vítima não morreu após a aplicação do medicamento, o técnico teria injetado desinfetante diretamente na veia do paciente.
Segundo o delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), o principal suspeito inicialmente negou envolvimento, mas acabou confessando os crimes após ser confrontado com imagens de câmeras de segurança. A Polícia Civil afirma que as prisões foram realizadas com base em “elementos convincentes e bastante robustos”, incluindo vídeos, análises de prontuários médicos e outros materiais probatórios.
O medicamento utilizado, cujo nome não foi divulgado, pode causar parada cardíaca em poucos minutos quando administrado fora dos protocolos adequados. A substância teria sido usada em pelo menos três vítimas, duas no dia 17 de novembro e uma no dia 1º de dezembro.
As investigações, no entanto, não se restringem apenas a esses três casos. A polícia apura a possível existência de outras 20 vítimas, tanto no Hospital Anchieta quanto em outras instituições de saúde, públicas e privadas, onde os suspeitos teriam trabalhado ao longo de cerca de cinco anos.
Marcela Camilly e Amanda Rodrigues são investigadas por negligência e possível coautoria. A polícia busca esclarecer se elas tinham conhecimento das ações do colega, se deixaram de agir para impedir os crimes e qual teria sido o grau de participação de cada uma.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e que está monitorando a situação, adotando as providências cabíveis dentro de sua competência. Já o hospital particular onde ocorreram os fatos afirmou que colabora com as investigações e reforçou o compromisso com a segurança dos pacientes.
O caso segue sob investigação, e, até a conclusão do inquérito, os envolvidos são considerados suspeitos, em respeito ao princípio constitucional da presunção de inocência.
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