04 de Agosto, 2026 22h08mPolítica por Rádio Agência Nacional

Brasil reage a decisão dos EUA de revogar visto de embaixadora

O governo brasileiro reagiu à decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota divulgada nesta terça-feira (4), o país repudiou a decisão e afirmou que as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano são falsas

O governo brasileiro reagiu à decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota divulgada nesta terça-feira (4), o país repudiou a decisão e afirmou que as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano são falsas.

Ao cancelar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, a Casa Branca argumentou que o Planalto não concedeu aprovação diplomática formal ao embaixador indicado pelo governo de Donald Trump e negou vistos a diplomatas norte-americanos.

Em resposta, o Itamaraty afirmou que a concessão de agrément é confidencial e que o nome designado deveria vir a público somente após a concessão da anuência. Além disso, apontou que o governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.

No texto, o governo brasileiro afirmou que segue estritamente o direito internacional, apontou que não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para aprovação diplomática e que o pedido norte-americano ainda se encontra em análise.

Vistos negados

Quanto aos dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados, o Itamaraty disse que eles planejavam viajar ao país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, "em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional".

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Em nota, o Ministério das Relações Exteriores também lembra que estão em vigor as sanções individuais sobre autoridades brasileiras, com o cancelamento de vistos para os Estados Unidos. Para o governo do Brasil, medidas tomadas com base em "alegação infundada" de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para o Brasil, a decisão tomada nesta terça-feira pela Casa Branca não é um fato isolado, mas "faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao país, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo".

O texto concluiu afirmando que o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.

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