24 de Março, 2026 15h03mJornal Pratense

Pedágio mais caro antes das melhorias: concessão da BR-153 gera críticas entre usuários

A concessão da rodovia BR-153 e MG-262, à empresa Way-153 começa a gerar forte debate entre motoristas e moradores das cidades cortadas pela via.

A concessão da rodovia BR-153 e MG-262, à empresa Way-153 começa a gerar forte debate entre motoristas e moradores das cidades cortadas pela via. Embora o contrato preveja bilhões em investimentos ao longo das próximas décadas, a cobrança de pedágio já começa com aumentos expressivos, antes mesmo da realização das principais melhorias prometidas.
As praças de cobrança estão distribuídas em cinco municípios ao longo do trecho concedido: Piracanjuba, Itumbiara, Prata, Fronteira e Campo Florido. No entanto, é justamente nas praças mineiras que os reajustes mais chamam a atenção.
No pedágio localizado em Fronteira, próximo ao distrito de Aparecida de Minas e à cidade de Frutal, a tarifa para veículos de passeio salta de cerca de R$ 5 para R$ 12, um aumento superior a 140%. Já no pedágio do município do Prata, o valor passa de R$ 8,40 para R$ 13,20, um reajuste acima de 50%.
Para muitos usuários da rodovia, os novos valores são considerados abusivos, especialmente porque as melhorias prometidas ainda não foram executadas. O contrato de concessão prevê cerca de R$ 10,5 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, incluindo duplicações, recuperação de pavimento, sinalização, iluminação e outras intervenções estruturais.
No entanto, a crítica central feita por motoristas e lideranças regionais é que a concessionária inicia a operação priorizando a cobrança, enquanto as melhorias ainda dependem de cronogramas futuros. Na prática, quem utiliza diariamente a rodovia — trabalhadores, transportadores e moradores da região — passa a arcar imediatamente com custos muito maiores.
Outro ponto questionado é que o modelo adotado permite que a empresa comece a recuperar o investimento rapidamente por meio das tarifas. Com o alto fluxo de veículos na BR-153, há receio de que o retorno financeiro ocorra em prazo relativamente curto, enquanto obras mais estruturais, como duplicações e modernizações, podem levar anos para sair do papel. Isto, se realmente sair do papel.
Para os usuários da BR-153, a lógica deveria ser inversa: primeiro realizar as melhorias e garantir mais segurança e conforto na rodovia, que está toda esburacada desde o Município de Fronteira (divisa com estado de São Paulo) até o Trevão (entre Prata e Monte Alegre de Minas) para depois justificar o aumento nas tarifas.
Enquanto isso não acontece, a sensação predominante entre quem depende da rodovia diariamente é de que o peso da concessão começa justamente pelo bolso da população, dos usuários das vias que já estarão pagando bem caro pela concessão de uma rodovia, com estrutura de estrada esburacada e mal cuidada. 

Publicidade

Notícias relacionadas

Mamografia avança no país e alcança mais de 90% das mulheres na faixa recomendada

Dados do Vigitel, sistema do Ministério da Saúde, indicam avanço expressivo na realização de mamografias no Brasil.

09 de Fevereiro, 2026

Prefeitura do Prata abre mais de 440 vagas em atividades da Secretaria de Ação Social

A Prefeitura Municipal do Prata iniciou o ano de 2026 com a ampliação das ações voltadas ao atendimento da população.

15 de Janeiro, 2026

DMAE realiza intervenção na rede de esgoto e pede atenção na Rua da Saudade em Conceição das Alagoas

O Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) está realizando uma intervenção na rede de esgoto na Rua da Saudade, na altura do número 644, em Conceição das Alagoas.

19 de Março, 2026