
A au pair brasileira Juliana Magalhães, de 23 anos, presa em 2023 nos Estados Unidos por suspeita de envolvimento no assassinato da própria patroa, afirmou à Justiça americana que o crime teria sido planejado pelo marido da vítima, um agente do FBI. O depoimento foi prestado nesta quarta-feira (14) e marca a primeira vez que Juliana apresenta publicamente sua versão dos fatos.
Após meses em silêncio, a jovem declarou que decidiu relatar o ocorrido por não conseguir mais conviver com “vergonha, culpa e tristeza”. Segundo seu testemunho, o assassinato de Christine Banfield teria sido planejado ao longo de meses com a participação direta do marido da vítima, Brendan Banfield, com quem Juliana mantinha um relacionamento amoroso.
De acordo com a au pair, ela e Brendan teriam elaborado álibis e combinado versões sobre o crime antes de sua execução. Ainda conforme o depoimento, os dois criaram um perfil falso em uma rede social voltada a fetiches sexuais, no qual Juliana se passava por Christine, com o objetivo de atrair um homem até a residência do casal.
O plano, segundo Juliana, consistia em convidar esse homem para participar de uma suposta “fantasia de estupro” envolvendo Christine. Brendan teria deixado a porta da casa destrancada para facilitar a entrada do convidado. Quando o homem chegou e passou a violentar a mulher, o agente do FBI teria atirado nele e, em seguida, esfaqueado a própria esposa.
Após o crime, Juliana relatou que ligou para a polícia informando que sua patroa estava ferida e sangrando após ser esfaqueada por um homem. Durante a chamada, Brendan teria assumido o telefone, se identificado como agente do FBI e afirmado que havia matado o suspeito de atacar sua esposa.
O caso segue sob análise da Justiça americana, que apura as responsabilidades individuais e a veracidade das acusações apresentadas no depoimento.
Reprodução: Rede Social



















