Verão exige mais cuidado com a pele, mas número de exames de câncer diminuiu 25% durante pandemia

Saúde em 17 de janeiro, 2022 16h01m
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O Brasil vive o verão, estação que convida todos a curtir piscinas, rios, lagoas e represas e ganhar um belo bronzeado. A exposição ao sol é umas das principais causas de problemas na pele, entre os quais, o câncer. Não por acaso, é o tumor mais frequente no Brasil e no mundo. Com a pandemia da covid-19, os brasileiros deixaram de se prevenir contra o câncer de pele. Segundo os últimos dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2020, foram realizados 17,2 mil diagnósticos a menos desta doença do que em 2019, uma redução de 24,7%.
Curtir o sol é recomendável e saudável, sobretudo, num país tropical como o Brasil, porém, com alguns cuidados, como orienta a médica dermatologista Márcia Dib, do Austa Hospital, de São José do Rio Preto. Uma das recomendações é se expor ao sol antes das 10 horas e depois das 16 horas, períodos em que há menor radiação de raios ultravioleta (UVB), que provocam queimaduras e são o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. O recomendado é o produto com fator de proteção solar FPS 30 a radiações UVA e UVB, no mínimo, ressalta a dermatologista do Austa Hospital. É fundamental o uso de protetor solar, cuja aplicação deve ser feita de 30 a 40 minutos antes da exposição ao sol. A cada três horas, é preciso reforçar a proteção com novas aplicações. “Pessoas que precisam ficar em exposição ao sol durante o trabalho como carteiros e motoristas também devem adotar esses cuidados como o uso de protetor e, sempre que possível, ficar à sombra”, aconselha Dra. Márcia. Embora adotem hábitos preventivos, as pessoas devem estar atentas a sinais e sintomas de possível problema de pele, podendo até ser um tumor. Manchas, pintas ou lesões que sangram com facilidade ou não cicatrizam, com textura, mudança de coloração e bordas irregulares, crescimento significativo são os principais sinais, de acordo com a médica. Ao constatar, a pessoa deve procurar o dermatologista, que fará o diagnóstico e, caso haja necessidade, iniciar o tratamento, que pode ser clínico e/ou cirúrgico. “Consultar-se com o médico logo é fundamental, sobretudo em se tratando do câncer de pele, pois, quando descoberto no início, a chance de cura é de 90%”, afirma Dra. Márcia. A cirurgia é o tratamento mais indicado para a maioria dos casos de melanoma e tumores cutâneos que apresentam extensões bem delimitadas. Deve ser realizada em ambiente adequado, seguro e que envolve profissionais capacitados, como cirurgiões, enfermeiros, entre outros. O Austa Hospital é um dos centros de referência da região para realizar cirurgias e outros tratamentos, como a quimioterapia. (Fonte: Assessoria do Grupo Austa)

Saiba mais sobre o câncer de pele Um dos tipos de cânceres mais frequentes no Brasil, o câncer de pele, corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. É causado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de tumores, que se manifestam de formas distintas, sendo os mais comuns o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. Chamados de câncer não melanoma, eles apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o mais incidente (3% dos casos), é o mais agressivo e potencialmente letal, devido à grande possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos). O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nos indivíduos de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. Quando, o câncer já se espalhou para outros órgãos (metástase), o melanoma é tratado com medicamentos. “Felizmente, houve grandes avanços no desenvolvimento de medicamentos, o que resulta em altas taxas de sucesso terapêutico”, afirma Dra. Márcia. O objetivo dos profissionais envolvidos no tratamento, salienta a dermatologista, é sempre postergar a evolução da doença, oferecendo chance de sobrevida mais longa a pacientes que anteriormente tinham um prognóstico bastante reservado.

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