
Uma operação da Polícia Militar resultou na apreensão de mais de 24 toneladas de maconha na região de Paulo de Faria, no interior de São Paulo, considerada a maior apreensão da droga registrada no estado em 2026. A carga, avaliada em até R$ 40 milhões, era transportada em um caminhão com placas paraguaias e foi localizada após perseguição policial na noite de sexta-feira (22).
A ação aconteceu durante a operação “Impacto Grande Envergadura”, quando equipes faziam o transporte de dois detidos pela Rodovia Armando de Sales Oliveira (SP-322), entre Jales e Paulo de Faria. Durante o trajeto, os policiais desconfiaram de um caminhão que seguia em alta velocidade e tentaram realizar a abordagem.
Segundo a corporação, o motorista ignorou a ordem de parada e iniciou fuga pela rodovia, colocando outros veículos em risco ao realizar manobras perigosas e avançar contra viaturas policiais durante o acompanhamento.
A perseguição terminou nas proximidades do presídio de Paulo de Faria, já em Orindiúva, quando o caminhão entrou em uma estrada de terra cercada por canaviais. O condutor abandonou o veículo e tentou escapar correndo pela plantação.
Durante a vistoria no compartimento de carga, os policiais encontraram o caminhão totalmente carregado com tabletes de maconha. Nenhum outro tipo de mercadoria era transportado no veículo.
Além do caminhão principal, a PM também abordou um segundo veículo de carga, igualmente com placas do Paraguai, suspeito de dar suporte ao transporte do entorpecente. O motorista foi preso em flagrante.
De acordo com a polícia, o suspeito possui nacionalidade brasileira e paraguaia e afirmou que receberia R$ 60 mil para acompanhar a viagem. Ainda segundo o depoimento, a droga saiu de Ponta Porã (MS) e teria como destino final a cidade de Uberlândia (MG).
O motorista que havia fugido pelo canavial foi localizado e preso na manhã de sábado (23) por equipes da PM de Orindiúva.
Por envolver suspeita de tráfico internacional de drogas, a ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal de São José do Rio Preto, responsável pela continuidade das investigações. (Reprodução: Redes Sociais)













