Dia dos PROFESSORES - Os desafios da educação em meio a pandemia

Jornal Pratense em 13 de outubro, 2020 10h10m
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Educadores pratenses falam das adequações para continuar oferecendo um ensino de qualidade

A sala de aula agora é virtual. Os professores trocaram o giz de cera pelo mouse e o quadro negro pelas telas. Tudo para que a educação não parasse durante a pandemia que alterou a dinâmica das escolas, que tiveram que migrar para o ensino online desde março. Essa mudança exigiu que os educadores adaptassem suas rotinas à nova forma de trabalho, o que nem sempre é fácil.  
Há 20 anos, João Donizeti Alves Teodoro – o Professor Doninho – leciona aulas de filosofia e história. Graduado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ele conta que todos tiveram que se adequar à nova realidade, mas nem todos os educadores estavam preparados. “Eu já tinha acesso à internet e procurava diversificar o ensino na sala de aula. Muitos de nós tiveram que adquirir aparelhos eletrônicos para melhorar seus trabalhos online. Apesar de estarmos trabalhando às vezes até altas horas, penso que está sendo muito importante para a evolução do estudo. A escola é uma instituição muito arcaica, tanto assim, que ainda hoje uma sala de aula é muito parecida as salas das primeiras escolas”, conta.
Mas segundo o professor, apesar das dificuldades dos docentes com aplicativos e sites dos aparelhos eletrônicos, eles buscam todos os dias novos recursos e metodologias cognitivas para trazer um ensino mais prazeroso aos alunos. “Há professores e professoras que estão empregando a didática até nos jogos virtuais e isso os alunos adoram. Apesar do esforço dos pedagogos e professores, sentimos que não estávamos preparados para todas essas mudanças. Mas, talvez nenhum de nós estávamos preparados para essa pandemia, que tem nos angustiado e entristecido pelas vidas que foram ceifadas dos nossos conhecidos, parentes e amigos”, ressalta. 
Doninho ainda afirma que o amor pela profissão o estimula a seguir adiante, mas que a desvalorização da classe ainda é grande. “Sou um professor apaixonado pelo saber, ministro aulas por paixão. No dia 15 de outubro comemoramos o Dia do Professor, infelizmente no Brasil o professor não é bem remunerado como nos países europeus, onde o salário de um professor aproxima do salário dos políticos. No capitalismo pagamos mais por aquilo que nós valorizamos, infelizmente de modo geral, a educação não é prioridade para o cidadão brasileiro”, lamenta.  
A professora de Ciências, Sônia Lúcia Silva Lemes, dá aulas para o ensino fundamental e médio em uma escola particular em Prata. Ela revela que teve que se adaptar e aprender a utilizar as novas ferramentas. “Não tinha muito contato com internet, com a pandemia, tivemos que nos adequar. Eu comprei um notebook para preparar minhas aulas. Estamos aprendendo com essa nova realidade para continuar oferecendo uma educação de qualidade a todos os alunos”, afirma a educadora. 

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