Consumidores assustam com o preço dos produtos básicos nas prateleiras

Jornal Pratense em 29 de setembro, 2020 09h09m
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Nutricionista pratense dá dicas para substituir o arroz sem perder nutrientes

 “Quem não gosta de arroz com feijão? Aqui em casa não ficamos sem, mas com esse aumento, teremos que repensar velhos hábitos”, a afirmação é da dona de casa, Maria Lúcia de Souza. Assim como ela, muitos consumidores pratenses também se assustaram nas últimas semanas com o aumento no preço dos produtos da cesta básica.  

  

Antes da pandemia, o pacote de arroz de 05 quilos era encontrado nas prateleiras dos supermercados da cidade numa faixa perto de R$15. Agora o valor ultrapassa R$20 e algumas marcas chegam a custar R$35. E não é somente o arroz que teve aumento. O litro de óleo e o feijão preto também.   

  

A alta dos produtos vem num momento de dificuldade econômica enfrentado pelo brasileiro em consequência da pandemia. Nos últimos meses, muita gente perdeu o emprego ou teve o salário reduzido. Além disso, as aulas ainda estão suspensas e uma parcela importante dos trabalhadores passou a atuar em home-office. Consequentemente, as famílias passaram a ficar mais tempo em casa, consumindo uma quantidade maior dos alimentos da cesta básica, entre eles o arroz.   

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O motorista Luís Francisco da Silva disse que não consegue entender o que está acontecendo, já que nunca viu um produto ficar mais caro em tão pouco tempo e afirma que terá que reduzir o consumo. “Olha o preço do arroz que absurdo que está. Não estou realmente entendendo o que está acontecendo. É muito preocupante. Tanto que a gente compra até menos, para poder controlar a despesa, né? Porque não é só o arroz, tudo, acho que no geral, tudo subiu”, disse.   

Mas será que reduzir o consumo de arroz seria a solução para o problema? O produto é uma das principais fontes de carboidratos e, é rico em fósforo, ferro e potássio. Mas a boa notícia é que dá para economizar e substituir. 

 A nutricionista Camilla Ferreira Nunes explica que é possível substituir o grão na dieta pelos tubérculos, cereais e massas, sem que haja qualquer tipo de deficit calórico ou de nutrientes. “O arroz antes era considerado um item básico, presente no cotidiano da população por ser de fácil preparo, acompanhante ideal de vários pratos, sabor agradável e de baixo custo. Hoje ele passa a ser considerado um artigo de luxo. Na nossa pirâmide alimentar ele faz parte dos carboidratos, que nos fornecem energia para o dia a dia. Ele é um cereal que ocupa um lugar juntamente aos tubérculos e raízes. Então ele pode ser substituído pela batata, mandioquinha, inhame, milho, batata salsa. Essas raízes e tubérculos entram refogados, cozidos ou em preparações. Temos também os cereais que é a quinoa, o trigo e as massas, o macarrão: normal e integral. O integral ajuda no nosso intestino”, explica. 

Camila ainda conta que também há outras alternativas. “A couve flor é um exemplo, a gente fala até arroz, de couve flor. Tem pessoas que usam o brócolis. A orientação é substituir o arroz por carboidratos do bem, que vão fornecer vitaminas e minerais, nutrientes para o nosso organismo. Comer bem não significa gastar dinheiro, e não significa passar fome”, finaliza a nutricionista especialista clínica em tratamentos de nutrição, auriculoterapia e fitoterapia.

Legenda: Nutricionista Camila  

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