INVESTIMENTO - Usina vai investir R$70 milhões em terminal rodoferroviário em Iturama

Desenvolvimento em 10 de novembro, 2020 11h11m
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Terminal vai gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos em vagas nas áreas de operação de tombador, armazenagem e expedição

A construção de um novo terminal rodoferroviário vai gerar 300 empregos no Município de Iturama, no Triângulo Mineiro. O investimento é da Usina Coruripe, empresa sucroenergética, mas que pretende abrir espaço para utilização da unidade para prestação de serviço logísticos para outras empresas do setor na região. A pedra fundamental foi lançada na quinta-feira (29).
O terminal vai custar R$ 70 milhões e a planta vai ser interligada à Rumo Malha Central (Ferrovia Norte-Sul). Localizado no km 15 da Rodovia BR-497, na zona rural de Iturama, ele vai ocupar uma área de aproximadamente 20 hectares e será equipada com dois tombadores, um armazém de 40 mil toneladas de capacidade estática e uma tulha de carregamento de vagões de 1.500 toneladas por hora. Na parte de recepção rodoviária, a previsão é de uma capacidade para quase 300 caminhões por dia. 
Considerando cada caminhão carregado com 35 toneladas, o terminal poderá receber 10 mil toneladas por dia. A obra deve ter início em janeiro de 2021 e serão 18 meses de execução. Quando estiver operacional, o terminal vai gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos em vagas nas áreas de operação de tombador, armazenagem e expedição. Para a construção, é estimada a geração de 150 empregos diretos.
De acordo com o presidente da Usina Coruripe, Mario Lorencatto, a unidade vai suprir a demanda da empresa, que hoje precisa usar rodovias para levar o açúcar produzido em Iturama para o Município de Fernandópolis (SP), para embarque ferroviário e posterior distribuição. Na cidade paulista, o terminal rodoferroviário também de propriedade da Coruripe.
 
Demandas próprias
Além disso, o terminal rodoferroviário poderá ser usado por pelo menos outras 10 usinas na região em demanda próprias, numa área de influência que abrange todo o Triângulo Mineiro e as usinas do Sul de Goiás. “Na prestação de serviço as outras empresas terão um custo e há uma receita de terceiros (para a Coruripe). No começo, a operação vai ser metade de açúcar próprio, que vai ser embarcado, e a outra metade de empresas que poderão usar nosso terminal”, afirmou Lorencatto.
A Usina Coruripe é controlada pelo grupo Tércio Wanderley, com sede em Coruripe (AL) e uma das grandes empresas do setor sucroenergético do País. Em Minas Gerais, ela mantém quatro unidades nos Municípios de Iturama, Campo Florido, Carneirinho e Limeira do Oeste. A Usina informa ter capacidade de moagem de 15 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, produz mais de 1 milhão de toneladas de açúcar, cerca de 500 milhões de litros de etanol, com capacidade de armazenagem de cerca da metade dessa produção, e comercializa energia renovável produzida a partir da queima de biomassa. Participaram do lançamento o secretário-geral, Mateus Simões; o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato; os deputados federais Zé Vitor, Zé Silva e Franco Cartafina; o deputado estadual Raúl Belém; e o acionista da Usina Coruripe, Tércio Wanderley Neto; entre outras autoridades.

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